What if tourism ended?
E se o turismo acabasse? Hoje beberico o meu café entre o travo da utopia e o colapso da minha mente, enquanto tento processar o exercício mental lançado pelo IPDT no seu "What if tourism ended?". A pergunta cai-me no estômago como um pequeno-almoço de hotel de cinco estrelas que sabemos que vamos ter de pagar caro mais tarde. Pois, para mim, o que cabe na algibeira nunca foram as moedas ou ímanes de gosto duvidoso. O que me enche o coração são as estórias, o conhecimento mastigado no terreno e aquela cultura que só se entranha quando deixamos de ser estatística para passarmos a ser gente. Imaginem o silêncio ensurdecedor da baixa lisboeta sem o chiar dos elétricos apinhados ou de Veneza onde a água voltaria a ser espelho e não sopa de vaporettos. Por um lado, parece o paraíso da sustentabilidade ou um grande suspiro do planeta que chora por não aguentar mais selfies por metro quadrado, mas por outro é o abismo de uma economia que viciámos nesta monocultura do visitante. Se o...

